O consumo desenfreado como obtenção de satisfação imediata para controle de ansiedade = BIZARRO !!!

 


O consumo desenfreado como obtenção de satisfação imediata para controle de ansiedade já está fartamente comprovado como uma opção falha, sem sucesso algum em médio e principalmente longo prazo. Vivemos em uma era em que o hiperconsumo é símbolo de status e comprovação de que se chegou ao topo.

Mas o que seria o “topo”?

O “topo” da escala social é o lugar em que se chega, curte um pouquinho e depois ele vira o novo chão. Ou seja, está na hora de buscar um novo topo, se rendendo novamente ao hiperconsumismo desenfreado pregado como glorioso na sociedade pós contemporânea.

É um looping infinito, um ciclo sem fim. A ansiedade, em princípio combatida, torna-se o status quo. A gente se pergunta sobre o próximo passo, o produto que precisamos, o novo carro da moda, o Iphone do momento. E todas essas bugigangas travestidas de necessidade custam o seu tempo de vida. O nosso tempo de vida.

Fazendo uma conta de padaria, e com inspiração no raciocínio implementado no fantástico livro de Vicki Robin e Joe Dominguez – Seu Dinheiro ou Sua Vida – cada item que compramos pode ter o seu valor monetário transformado em tempo de vida, o que eles chamam de “energia vital”. Sendo assim, por exemplo, se você ganha R$5.000,00 e trabalha 160h no mês, significa que o seu ganho por hora é de R$31,25. Então, se você compra um Iphone de R$10.000,00, precisa trabalhar 317,46 horas para pagá-lo.

Se você chegou até esse momento da leitura, com certeza, está espantado. Mas não há como escapar dessa verdade, pois a matemática não costuma mentir, pelo menos nesses casos concretos.

É triste admitir que a sociedade, através do seu marketing sujo e avassalador, nos escraviza, fazendo com que permaneçamos presos em um sistema em forma de looping infinito.

A melhor parte vem agora...

Há uma saída, há uma luz no final do túnel lúgubre. Há escapatória para esse covil sorumbático de almas desesperadas por lucro sem escrúpulos...

Assim como a matemática acima pode ter nos assustado com seus números precisos e vívidos, esta mesma ciência pode trazer luminosidade ao que parece perdido nas trevas. E tudo isso de uma forma bastante clara e simples:

- Não troque sua “energia vital”, suas horas de vida, por produtos que não fazem o menor sentido para sua vivência em nível funcional. Não troque suas preciosas e limitadas horas de vida por um monte de tralha que perderão sentido nos próximos dias... as vezes nos próximos minutos. Cada hora que se vai é verdadeiramente uma hora a menos em sua vida. Essa hora não voltará jamais. Nem todo dinheiro do mundo poderá comprá-la de volta. E isso é irrevogável.

Você tem uma escolha. Está em suas mãos. Em nossas mãos. O que vamos fazer com o nosso finito e preciosíssimo tempo? Trocá-lo por Iphones, carros luxuosos e outros bens inúteis ou aproveitar com tantas outras coisas que realmente importam e fazem a diferença? Passar tempo com quem se ama, produzir algo que esteja alinhado com seu propósito, entregar seu tempo para algo que provoque melhoria na vida de outras pessoas ou, até mesmo, simplesmente “estar presente”, algo extremamente difícil nos dias de hoje. Quantos “estão sem estar”?


                            by JOTA RêGO


Comentários

Postagens mais visitadas